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Analisamos 2.040 marcenarias no Google: metade não tem site

Levantamento da Raxys em 43 cidades: quantas marcenarias e lojas de móveis planejados têm site, quantas avaliações e o que têm em comum as que aparecem primeiro no mapa.

Equipe Raxys

· 5 min de leitura

Metade das marcenarias e lojas de móveis planejados que aparecem no Google Maps não tem site próprio. Em outubro de 2026, a Raxys analisou 2.040 negócios do setor em 43 cidades brasileiras: 49,5% não tinham site no perfil da empresa no Google. Em 31,1% dos casos não havia link nenhum, e em 13,5% o espaço do site levava para o Instagram.

O levantamento também mostra uma diferença entre quem aparece no topo do mapa e quem fica mais abaixo. Entre os negócios que ocupavam as três primeiras posições, 65,1% tinham site próprio. Da 11ª à 20ª posição, eram 52,8%. Os primeiros colocados também tinham mais avaliações: 58,5 na mediana, contra 23 de quem estava da 11ª posição para baixo.

Como fizemos o levantamento

No dia 7 de outubro de 2026, rodamos cinco buscas no Google Maps em cada uma das 43 cidades: "móveis planejados", "marcenaria", "cozinha planejada", "móveis sob medida" e "closet planejado", sempre seguidas do nome da cidade. Foram 215 buscas.

As cidades foram as 27 capitais e mais 16 cidades grandes do interior e do litoral: Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos, Jundiaí, São José do Rio Preto, Santos, Piracicaba, Uberlândia, Juiz de Fora, Joinville, Blumenau, Londrina, Maringá, Caxias do Sul e Niterói.

De cada negócio que apareceu, registramos o que o perfil público no Google mostra: site, telefone, nota, número de avaliações e horário. Também anotamos a posição em cada busca, na ordem em que o mapa exibe os resultados. Entraram na conta só os estabelecimentos cujo nome ou categoria indica marcenaria, móveis planejados ou sob medida. Sobraram 2.040.

Consideramos "sem site próprio" o perfil que não tem link nenhum ou que aponta para Instagram, Facebook, WhatsApp ou página de links.

O que encontramos

Metade sem site

  • 49,5% dos 2.040 negócios não têm site próprio no perfil do Google.
  • 31,1% não têm link nenhum.
  • 13,5% usam o Instagram no lugar do site.

O Instagram é o portfólio natural de quem faz móveis, e muitas dessas marcenarias têm milhares de seguidores e fotos ótimas de cozinhas e closets prontos. O problema é que esse trabalho fica invisível para quem pesquisa no Google sem conhecer a marca. A discussão está no texto sobre quando o Instagram basta e quando o site faz falta.

Poucas avaliações

  • 43,4% têm menos de 20 avaliações.
  • 16% têm menos de 5.
  • A mediana do grupo é de 24 avaliações, e a nota média é 4,72.

A nota alta é a regra no setor. Quem contrata móveis planejados costuma ficar satisfeito e avaliar bem. O que separa os negócios é a quantidade: com notas parecidas, o cliente olha quem tem mais gente falando bem, e o Google também.

Quem aparece no topo tem mais site e mais avaliações

Separamos as aparições pela posição no mapa:

  • Top 3: 65,1% com site próprio. Mediana de 58,5 avaliações.
  • 4ª à 10ª posição: 56,8% com site próprio.
  • 11ª à 20ª posição: 52,8% com site próprio. Mediana de 23 avaliações.
  • 21ª posição em diante: 52,5% com site próprio.

Isso não prova que o site ou as avaliações colocam alguém no topo. Negócios mais antigos e maiores tendem a ter as duas coisas, e a distância de quem pesquisa também pesa. Mas o padrão bate com o que o próprio Google diz sobre os fatores que definem quem aparece nas buscas locais, explicados no guia sobre como fazer seu negócio aparecer no Google: o perfil completo e o destaque do negócio na internet, que inclui avaliações e site.

O que isso significa para uma marcenaria

Quem procura móveis planejados quase nunca conhece a marcenaria pelo nome. Digita "cozinha planejada" e a cidade, olha os primeiros do mapa e chama dois ou três para pedir orçamento. Se a sua marcenaria está na 15ª posição, ela não entra nessa conversa, por melhor que seja o trabalho.

Pelos números do levantamento, as três frentes que mais aparecem entre os primeiros colocados são:

  1. Site próprio ligado ao perfil do Google, com os projetos, a região atendida e o WhatsApp. Uma página bem feita já resolve o começo, e as faixas de preço estão no texto sobre quanto custa um site para empresa.
  2. Avaliações constantes de clientes reais, pedidas logo depois da montagem, com o link direto. O passo a passo está no guia sobre avaliações no Google.
  3. Perfil completo, com categoria certa, serviços listados um a um e fotos dos projetos entregues.

Se um concorrente com trabalho pior aparece antes de você, o texto sobre por que o concorrente aparece antes no Google mostra como comparar os dois perfis.

Limites do levantamento

  • O Google Maps varia conforme o lugar de onde se pesquisa. As posições valem para o dia e o local da coleta.
  • A amostra mistura marcenarias pequenas, lojas maiores e algumas unidades de redes de móveis planejados.
  • O levantamento mostra o que estava público no perfil do Google. Um negócio pode ter site e não ter colocado o link no perfil.
  • A relação entre site, avaliações e posição é uma correlação, não uma prova de causa.

Se você quiser citar estes dados, use "levantamento da Raxys com 2.040 marcenarias em 43 cidades, outubro de 2026" e coloque o link para esta página.

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